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Por Equipe Vaukt4 min de leituraAtualizado em
Resumo em 3 pontos
- Senhas em e-mail e WhatsApp ficam guardadas em caixas de entrada, conversas e backups.
- Com um link de solicitação, o cliente digita a credencial e ela é protegida no aparelho dele, sem criar conta.
- O dado continua sendo do cliente: ele decide se você pode guardá-lo no cofre e pode destruí-lo quando quiser.
Por que e-mail e WhatsApp não são lugar para senhas
Uma mensagem é feita para ser lida e guardada. Ela fica na caixa de entrada de quem enviou e de quem recebeu, na conversa do aplicativo e nos backups, muitas vezes em mais de um aparelho.
Assim, a senha passa a existir em vários lugares, sem prazo para sumir. Os riscos são comuns:
- quem entrar na caixa de e-mail ou no celular de qualquer participante acha a senha por busca;
- o cliente não sabe quantas cópias existem nem como pedir que sumam;
- a senha costuma ser reaproveitada em outros serviços, e o vazamento se espalha;
- ninguém registra quem leu a credencial.
Nada disso exige um ataque sofisticado. Basta uma conta de e-mail invadida ou um celular perdido.
O que procurar em um jeito seguro de receber credenciais
Confira se a ferramenta tem estes pontos:
- Proteção no aparelho do cliente: a credencial é cifrada antes de sair, e o servidor guarda só dados ilegíveis. É o modelo zero-knowledge.
- Cliente sem conta: ele não precisa se cadastrar nem criar senha.
- Controle de quem envia: o cliente escolhe por quanto tempo o dado fica e pode destruí-lo quando quiser.
- Chave certa: o cliente confere que fala com a chave de quem pediu, e não com a de um intermediário.
Passo a passo com o Fluxo de Entrada do Vaukt
O Fluxo de Entrada é o fluxo em que o profissional pede e o cliente envia:
- No painel, crie a solicitação e descreva o que precisa, como a senha do Gov.br e o contrato social. Escolha a validade ou deixe sem validade.
- Envie o link por e-mail. Ele aparece uma única vez e leva um código de segurança da sua chave.
- O cliente abre no celular, sem conta. O aparelho dele confere o código e mostra "Destinatário verificado".
- Ele digita a credencial e anexa arquivos, se houver. Tudo é cifrado no aparelho dele. Se quiser, liga "Permitir guardar no cofre".
- Você recebe o aviso, abre o item e lê a senha. Os arquivos chegam direto do aparelho do cliente.
Se o código do link não bater com a chave recebida, a página bloqueia o envio e avisa você por e-mail.
Boas práticas de quem pede senhas
- Peça só o necessário. Menos credenciais, menos risco.
- Use validade curta. Se o cliente responde rápido, o link não precisa viver dias.
- Explique o que pede. Uma instrução clara evita o dado errado.
- Combine a troca da senha depois do trabalho, em serviços sensíveis.
- Nunca reaproveite links. Cada pedido gera um link novo.
O que o cliente continua controlando
O cliente é o dono do dado. Em todos os planos, ele decide se você pode guardá-lo no cofre (Permitir guardar no cofre, desligado por padrão) e pode cancelar essa permissão quando quiser.
No Professional e no Corporate, ele também tem Permitir acesso, que liga ou desliga a sua leitura, e Permitir compartilhamento interno, que libera ou não o repasse à equipe. Sem o acesso, a chave sai do servidor e ninguém mais lê. Quem fez a solicitação é o tutor do dado, e o titular da conta guarda uma cópia da chave, para o dado não se perder se o tutor sair da equipe. Se a tutoria passar a outra pessoa, o cliente recebe um aviso por e-mail, com o nome do novo tutor, no endereço que você informou ao fazer a solicitação (o e-mail do cliente é obrigatório nela).
O cliente recebe um link de gestão próprio para mudar isso ou destruir o dado antes do prazo. Veja o caso de contabilidade.
Depois de receber: onde guardar
O dado é do cliente. Se ele permitiu, clique em "Guardar no cofre" e o item aparece no seu cofre permanente, em "Cedidos", só para leitura. Se ele cancelar a permissão, o item some e volta a ser temporário. Para organizar as suas próprias senhas, veja onde guardar senhas de clientes.